sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ouvindo os funcionários

Acho que vou “levar um pau” dos meus amigos Psicólogos com este texto...

Um das principais dificuldades que percebo em empresas que tenho oportunidade de trabalhar, ou apenas conhecer, é a falta de conhecimento sobre o que pensam os colaboradores da organização. A direção não consegue ouvir os funcionários, saber o que eles pensam, saber do que eles gostam e do que não gostam, entender as razões dos caras.

Aí a empresa contrata um cara para fazer uma palestra motivacional e acha que com isso todo mundo vai passar a trabalhar mais satisfeito e feliz, esquecendo todos os problemas do dia-a-dia. Não é bem assim...

Às vezes as empresas contratam pesquisas de clima caréssimas e complexíssimas e mesmo assim a coisa não flui. Na maioria das vezes a empresa está esperando o “melhor momento” para encomendar a tal pesquisa de clima. Como se existisse um momento ideal para perguntar ao funcionário se ele gosta do convênio com a Farmácia...

Ora, gente, as coisas simples é que dão resultado. Quer conhecer seu funcionário??? Pergunta pra ele de maneira simples e direta, sem rodeios. Não precisa contratar uma consultoria caríssima que vai elaborar um questionário de pesquisa de clima que tem 28 páginas com 10 perguntas sobre cada tema, nenhuma delas indo diretamente ao ponto.
Faça uma pesquisa de clima sim, mas faça de maneira simples e direta. Escolha 10 temas que você acha importante. Só 10. Não existem mais do que 10 temas importantes para serem pesquisados. E faça perguntas que levem o colaborador a marcar um “X” na resposta. Assim, ele vai marcar no máximo 10 “X”. Feita a pesquisa sobre os 10 temas, tabule as respostas e divulgue a todos. Uma semana é mais do que suficiente para isso.

Não faça a pesquisa se você não tem intenção de tomar alguma ação prática sobre os pontos mais vulneráveis. Após a divulgação dos resultados da pesquisa, faça um plano de ação sobre os temas que tiveram pior avaliação. Plano de tiro curto. Ações para serem executadas em cinco ou seis meses, no máximo. Convide os funcionários para participarem da elaboração do plano. Eles certamente terão sugestões importantes para dar. Cuide para que as ações do plano sejam realmente executadas. Isso é fundamental. Divulgue tudo o máximo que puderes.

Seis meses depois, faça uma nova pesquisa de clima, utilizando o mesmo formulário da pesquisa anterior. Você vai se surpreender com os resultados.

Esta é uma forma bacana de motivar seus funcionários. Ouça os caras, atue nos pontos frágeis que eles apontaram e envolva todos na solução dos problemas. É gol certo!!! É simples e dá um resultado fantástico. Experimente!!!

Não sabe bem como fazer??? O Dr. I pode visitar sua empresa e mostrar como se faz.

Um abraço do Dr. I

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Preconceito

Sabe, esses dias descobri que sou preconceituoso. Pensei que não era, mas me dei conta que sou mesmo um baita preconceituoso.

Sou preconceituoso contra bandido, contra sem-terra que não é sem-terra mas que invade terra, contra político corrupto ou mentiroso, contra político (aliás, qualquer um) que é condenado em 1ª instância (mesmo que lá, na última instância, ele se livre), contra funcionário público (e alguns privados) que não honra seu trabalho e degradam toda a classe, contra empresários que não medem esforços (nem leis) para aumentar seus lucros, se lixando para clientes e colaboradores, contra gente que mente descaradamente para encobrir atos sórdidos ou para passar a perna em alguém, contra professores relapsos e desinteressados que não respeitam seus alunos e sua classe, desmoralizando o ensino neste país, contra policiais corruptos que só fazem piorar a criminalidade no país, contra gente que compra e/ou vende produtos roubados e/ou falsificados, e que alimentam a violência no país, contra os consumidores de drogas, os grandes responsáveis pelo aumento do tráfico e da violência no país.

Não consigo encarar um político corrupto ou mentiroso como encaro uma pessoa normal, do bem. Esses caras, e todos os citados acima, deveriam ser tratados por todos com desprezo, com preconceito mesmo, independente da grana ou da posição que ocupam na sociedade. Quem sabe assim a gente “limpava” um pouco a sujeira deste país.

Sou preconceituoso sim!!!

Você não é???

Um abraço do Dr. I

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Os manos do Zaffari

Que me desculpem os amigos dos outros estados, mas este texto só será entendido pelos gaúchos e por alguns privilegiados paulistas que já descobriram (e se maravilharam) o supermercado Zaffari.

Quer entender o que é motivação no ambiente de trabalho? Quer comprovar que motivação no trabalho não tem nada a ver com ganhar grandes salários? Quer conhecer pessoas altamente motivadas, aprender e se motivar com elas? Então você precisa fazer uma visita a um supermercado Zaffari (ou Bourbon) e observar os manos do Zaffari.

Os manos são aqueles profissionais que empacotam as compras, levam os carrinhos, recolhem os carrinhos do estacionamento, buscam troco para o caixa, quebram os galhos dos clientes, enfim, fazem de tudo um pouco.

Ô gente motivada! Se existisse um prêmio para “Categoria Profissional mais Motivada”, esse prêmio certamente seria deles. São todos muito jovens, a maioria provavelmente no primeiro emprego, alegres, têm brilho no olho e uma única missão: auxiliar os clientes nas suas compras. E fazem isso de um jeito especial. Eles têm sempre um sorriso no rosto para nos oferecer e uma gentileza incomum conosco. E se você ainda interagir com eles, além do trivial contato cliente/colaborador, receberás uma dose extra de alegria e carinho. Mesmo com os clientes mais mal-humorados, carrancudos e mal-educados, eles esbanjam categoria. Sem nenhuma formação superior ou especialização, eles aplicam naturalmente algumas técnicas de relacionamento interpessoal de dar inveja a muitos profissionais e doutores da área.

Certamente o que os motiva não é o salário, que não é lá essas coisas. Imagino que a motivação maior seja a de estar iniciando uma promissora carreira profissional, que poderá evoluir na própria rede ou em outras organizações. Não são poucos os casos de manos que cresceram e fizeram belas carreiras nas empresas da rede. Conheço manos que viraram empresários bem sucedidos. Aquele jeito alegre de trabalhar e de se relacionar com os clientes certamente é fator importante na formação profissional de cada um deles.

Eles estão trabalhando na base da pirâmide profissional, iniciando uma carreira. Ainda precisam ralar muito para crescer até o topo, mas a disposição e alegria com que encaram o início da jornada são contagiantes.

Os manos do Zaffari são Pessoas Especiais.

Na sua próxima visita ao Zaffari, observe e aprenda com eles.

Um abraço do Dr. I